Avô de crianças torturadas em RO conta que a mais velha tirou a irmã do carro em chamas
- 1 de novembro de 2017
- FONTE:
O avô materno das duas meninas, de 5 e 7 anos, encontradas nuas e queimadas no domingo (29) em uma estrada na Zona Rural de Rolim de Moura contou que a neta mais velha teve que tirar a irmã mais nova quase inconsciente do carro em chamas. As duas foram agredidas com socos e queimadas vivas, e o principal suspeito é o padrasto das duas, que foi encontrado morto. A mãe das meninas também foi encontrada asfixiada na casa vizinha a que morava em Santa Luzia do Oeste.
José Alves é pai de Selma Alves, mãe das duas meninas. Ele diz que a neta mais velha relatou como o crime ocorreu apesar de seguir internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cosme e Damião em Porto Velho junto com a irmã. As duas estão estáveis, mas ainda correm riscos, de acordo com o médico.
Segundo o avô, as duas foram agredidas pelo padrasto depois dele ter matado por asfixia com um lençol a mãe delas. Depois de cometer o homicídio, o funcionário público Idair dos Reis Maria, de 44 anos, teria colocado as duas meninas no carro e as levou para um local afastado.
Depois de estacionar o carro, ele torturou as irmãs. A mais velha teve fraturas no crânio e a mais nova teve os dentes quebrados com o impacto das pancadas. Após a agressão, o suspeito teria saído do carro, trancado as meninas lá dentro e ateado fogo no tanque de gasolina.
A menina mais velha, de sete anos, foi a primeira a perceber o que estava acontecendo. Ela conseguiu destravar a porta e arrastar a irmã de cinco anos, ainda meio inconsciente com as pancadas, para fora do carro. As duas tiveram queimaduras de segundo e terceiro graus, principalmente nos braços, rostos e abdômen, tendo de 30 a 35% dos corpos queimados.
Ao conseguirem sair do carro, segundo o avô, a mais velha teria dito para elas correrem e se esconderem. Foi quando encontraram um riacho a cerca de 700 metros do carro e entraram dentro da água, onde passaram toda a noite e foram encontradas.
De acordo com José Alves, a filha namorava há cerca de dez meses com Idair, e que nas poucas vezes em que o teria visto, ele tratava a filha e as netas bem, sem apresentar comportamento agressivo.



Larissa Zuim, G1 RO
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