Operação Labirinto de Bronze: MP denuncia 4 por milícia e lavagem de dinheiro

Uma estrutura armada que teria atuado por mais de 7 anos em conflitos por terras e utilizado diferentes mecanismos para ocultar patrimônio está no centro da denúncia apresentada contra 4 investigados na Operação “Labirinto de Bronze”. A apuração do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Rondônia (MPRO), alcançou propriedades, veículos, movimentações financeiras e 1.611 cabeças de gado, enquanto o órgão pede a perda de R$ 31.370.845,49.
Entre janeiro de 2019 e maio de 2026, parte dos denunciados teria integrado uma estrutura armada de caráter estável e permanente, com atuação em conflitos agrários registrados em Buritis, Ariquemes, Machadinho do Oeste e Cujubim.
A denúncia atribui ao grupo atividades de vigilância de propriedades rurais, intimidação e retirada de ocupantes, além de enfrentamentos com grupos rivais e outras ações violentas relacionadas às disputas por terras. A estrutura também teria prestado serviços remunerados de segurança armada.
A investigação avançou sobre o patrimônio e identificou suspeitas de diferentes mecanismos para ocultar ou dissimular bens e valores. As operações investigadas envolvem imóveis rurais e urbanos, gado, veículos, movimentações bancárias, uma pessoa jurídica e registros patrimoniais em nome de terceiros.
Nesse núcleo, a denúncia descreve 7 fatos relacionados à lavagem de dinheiro, realizados por meio de operações distintas. Entre os bens alcançados pelas apurações estão 1.611 cabeças de gado e 7 veículos, além de propriedades rurais e valores movimentados por contas bancárias.
Os crimes atribuídos aos 4 denunciados variam conforme a participação apontada para cada um. O MPRO pede que a denúncia seja recebida, que os acusados sejam citados e processados e, ao final, condenados pelas acusações apresentadas.
Outro pedido envolve a perda de bens, direitos e valores relacionados direta ou indiretamente aos crimes investigados. O patrimônio foi quantificado até agora em R$ 31.370.845,49 e está abrangido por medidas já autorizadas judicialmente.
A primeira fase da Operação “Labirinto de Bronze” foi realizada em 26 de maio de 2026. Na ocasião, o Gaeco cumpriu 7 mandados de busca e apreensão em Ariquemes, Cujubim e Porto Velho.
A ação também incluiu medidas patrimoniais sobre recursos financeiros, imóveis e veículos, além da restrição de 1.611 cabeças de gado.
Em setembro de 2026, o aprofundamento das análises de aparelhos eletrônicos e documentos recolhidos na primeira etapa levou à segunda fase da operação. Foram cumpridos 3 mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão em Ariquemes, além da aplicação de medidas cautelares diferentes da prisão.
A investigação também resultou em uma medida patrimonial complementar sobre uma empresa sediada em Aparecida de Goiânia (GO). A Justiça autorizou o sequestro de 50% das quotas, direitos societários e direitos econômicos vinculados à empresa.



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