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Enfermeira que morava na Bolívia e recebia salário em RO é condenada a devolver R$ 95 mil, a mesma era lotada em Jaru e Vale do Anari

  • 29 de março de 2017
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O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) condenou uma enfermeira de 40 anos a devolver mais de R$ 95 mil aos cofres públicos à prefeitura de Jaru (RO), a 290 quilômetros de Porto Velho. De acordo com o processo do TJ-RO, a acusada viajou para estudar na Bolívia, mas os colegas de trabalho continuaram assinando as folhas de pontos dela em unidades de saúde pública. Assim, a prefeitura depositava o salário normalmente.

Ainda conforme aponta a Justiça, a servidora municipal acumulava forma irregular os cargos de enfermeira no município e em Vale do Anari (RO).

As investigações contra a mulher iniciaram após uma ação do Ministério Público do Estado de Rondônia (MP-RO), que detectou as irregularidades por parte da acusada.

Conforme a Justiça, a mulher relatou que foi admitida a prestar serviços de enfermeira em março de 1999, em Jaru. Em junho de 2007, foi contratada para trabalhar em Vale do Anari, o qual caracterizava o crime de improbidade administrativa, tendo em vista que a enfermeira registrava frequência em mesmos horários nos dois municípios.

Com a prática do ato, a mulher acumulou um enriquecimento ilícito de R$ 214.650.

A sentença relata que, em agosto de 2010, a mulher abandonou o cargo de enfermeira em Jaru para cursar faculdade de medicina na Bolívia, sem que fosse suspenso os seus salários referentes ao cargo prestado, que resultou na quantia de R$ 95 mil pelo período entre agosto de 2010 a dezembro de 2012.

Segundo o processo, a servidora teria pactuado um “acordo de cavalheiros” com outros funcionários para continuar como servidora do município sem que estivesse cumprindo os serviços. Posteriormente foi constatado que três servidores assinavam a presença falsa da enfermeira nas folhas de ponto.

De acordo com o processo, sete servidores da área da saúde foram juntados na ação por cooperarem na prática dos atos irregulares, mas quatro deles conseguiram provar em juízo que não colaboraram com as improbidades.

 A defesa da enfermeira também conseguiu comprovar que ela não causou danos aos cofres públicos de Vale do Anari.

Na decisão, o juiz confirmou a presença de um acordo verbal entre a enfermeira e os respectivos chefes hierárquicos de forma ilegal. E eles admitiram que a mulher mesmo ausente continuava a receber os salários com a fraudulência das folhas de ponto.

Na condenação, a mulher foi obrigada a ressarcir o município de Jaru em relação aos expedientes não trabalhados entre julho de 2007 a dezembro de 2012, o que totalizou R$ 95.336,60.

A mulher ainda foi condenada pela suspensão dos direitos políticos por 10 anos, pagamento de multa civil, perda da função pública e proibição de contratar ou receber benefícios do poder público pelo período de 10 anos.

Os três servidores que assinavam o ponto da acusada foram condenados a suspensão dos direitos políticos por três anos e proibição de contratar ou receber benefícios do poder público pelo período de cinco anos.

 

Através de: Anoticiagora

Fonte: G1 Ro

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