Operação da Polícia Civil mira facção que sequestrava, torturava e executava vítimas após “julgamentos” virtuais
- 24 de outubro de 2025
- FONTE: PC/RO

A Polícia Civil de Rondônia deflagrou, na manhã desta sexta-feira (23), a Operação Incinerando, voltada à desarticulação de uma célula de facção criminosa responsável por sequestrar, torturar e executar vítimas após “julgamentos” conduzidos por videoconferência. O grupo é investigado por homicídios qualificados, ocultação de cadáveres e pela criação de um sistema paralelo de “justiça” na região do Cone Sul do Estado.
Com alcance interestadual, a operação resultou no cumprimento de mandados judiciais em municípios de Rondônia — Porto Velho e Pimenta Bueno — e também no estado de Mato Grosso, evidenciando a cooperação entre forças de segurança de diferentes unidades da federação.
A ação foi coordenada pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Pimenta Bueno, em parceria com a 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco 2), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decco). Participaram ainda a Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), a Delegacia Regional de Cacoal, a Polícia Militar, a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) do Departamento de Polícia do Interior (DPI) e o Ministério Público de Rondônia.
Ao todo, 50 policiais civis e militares foram mobilizados para o cumprimento de sete mandados de prisão temporária e cinco de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Pimenta Bueno. Os alvos são investigados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa.
As investigações revelaram que a facção promovia sessões conhecidas como “tribunais do crime”, nas quais vítimas eram submetidas a sequestros, torturas e execuções determinadas por lideranças do grupo que participavam das deliberações por videoconferência. Após os crimes, os corpos eram ocultados para dificultar o trabalho das autoridades e evitar a responsabilização dos envolvidos.
A Operação Incinerando faz parte das ações da Rede Nacional de Combate ao Crime Organizado (Renorcrim), que fortalece a integração entre as Polícias Civis de diferentes estados no combate a organizações criminosas com atuação além das fronteiras estaduais.
O nome da operação faz referência simbólica à “incineração” das estruturas do crime organizado, representando o esforço para eliminar as bases que sustentam essas facções.
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