No dia 31 de janeiro ocorreu uma reintegração de posse na fazenda. No dia seguinte, um grupo de cinco rapazes foi até o local.
Eles teriam deixado o carro próximo a uma fazenda vizinha e teriam ido à pé até a propriedade para buscar pertences, já que eles não estavam no local no dia da reintegração e seriam parte integrante de um grupo que realizava invasões de terras na região.
No dia 1º de janeiro deste ano, o corpo de uma pessoa foi encontrado carbonizado dentro de um automóvel incendiado no mesmo local do desaparecimento dos jovens.
Após exames do Instituto Médico Legal (IML), o corpo foi identificado como o de Alysson Henrique.
Segundo a Polícia Militar (PM), as buscas por Lucas Hildebrandt iniciaram no dia 1° de fevereiro com auxílio da Força Tática, do Grupo de Operações Especiais (GOE), da aérea Falcão 02 e do grupo do canil do 2° BPM, de Ji-Paraná, além de apoio do Corpo de Bombeiros.
Mas o jovem não foi localizado pelos órgãos de segurança pública e as buscas foram suspensas quatro dias depois e o corpo dele não foi localizado até hoje.
Conforme o judiciário, um dos policiais envolvidos no homicídio trata-se de um sargento da reserva, de 49 anos, lotado em Ji-Paraná (RO). Os outros dois policiais acusados pertencem ao 7° Batalhão da Polícia Militar (BPM), lotados em Ariquemes e Cujubim, todos eles estão presos.
Os militares faziam parte do grupo de vigilância clandestina contratado pelo proprietário da fazenda, os quais chegaram a trocar tiros com a própria PM. Na época, um arsenal de armas de fogo que pertenciam ao grupo encarregado de vigiar a propriedade rural contra a invasão de sem terras foram encontrados.


Por Jeferson Carlos, G1 Ariquemes e Vale do Jamari



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