Conforme a engenheira de pesca da Emater Maria Mirtes, o diferencial da produção em Rondônia é o tipo de peixe cultivado. “A maior parte do país apostou em espécies exóticas, mas Rondônia aposta em espécies nativas como tambaqui, jatuarana e ainda o pirarucu, e esse é nosso diferencial. Inclusive, nosso peixe já foi para degustação em países da Europa”, ressalta Mirtes.
O produtor Miranda é um dos que contribuem para os número positivos no Estado. “Eu só trabalho com tambaqui e consigo produzir de quatro a cinco mil peixes por ano com os quatro tanques que possuo, também tenho um berçário para os que vão nascendo. Minha renda anual é de R$ 14 mil, já livre de impostos”, disse o psicultor.
Embora a propriedade de Antônio seja pequena ele já pensa em expandir. “Meu genro tem outra terra próxima a minha, iremos montar lá mais alguns tanques para aumentar a venda e quem sabe participar de projetos do governo”, ressalta.
No ranking nacional de produção de peixe, Rondônia produziu, em 2016, 74.750 toneladas, ficando atrás somente do Paraná, com 93.600 toneladas. O estado de São Paulo aparece em terceiro lugar, com uma produção anual de 65.400 toneladas.
De acordo com os dados divulgados, a produção brasileira no setor alcançou 640.510 toneladas de peixes no Brasil, em 2016, e a expectativa é que esse número aumente nos próximos anos.


Hosana Morais, G1 RO- Informações EMATER-RO



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